Quando alguém contrata uma consultoria, a primeira pergunta silenciosa é sempre a mesma: essa pessoa já fez isso de verdade, ou só leu a respeito?
É uma pergunta justa. Então deixa eu responder contando de onde eu venho.
Comecei de baixo, e isso não é modéstia
Entrei em 2008 como surveyor — inspetor de campo. Fiquei nessa função por quase nove anos. Inspeção de carga a granel, conferência de estoque, verificação de condições de embarque e desembarque, amostragem, relatório.
É um trabalho que ensina uma coisa que curso nenhum ensina: a diferença entre o processo que está escrito e o processo que acontece. No papel, o procedimento é limpo. No terminal, chove, o caminhão atrasa, o cliente pressiona, e alguém decide pular uma etapa "só dessa vez". Passei anos vendo onde exatamente os processos quebram — e quase nunca é por falta de norma. É por falta de sentido prático na norma.
Essa base é o motivo de eu desconfiar de diagnóstico feito por slide. Quando entro numa empresa, eu quero ver a operação rodando.
A virada para a qualidade
Em 2017 passei para analista de sistemas de gestão e, depois, analista de qualidade pleno. Foi quando a experiência de campo virou método.
Nesse período me formei auditor interno em ISO 9001, ISO 17025 e ISO 22000 — qualidade, competência de laboratórios e segurança de alimentos. Auditoria muda a forma como você enxerga uma empresa: você para de perguntar "o que vocês fazem?" e passa a perguntar "me mostra a evidência".
É uma pergunta desconfortável. E é a mais útil que existe.
Onde eu construí isso
Toda essa trajetória aconteceu dentro da maior empresa de testes, inspeção e certificação do mundo — uma multinacional suíça presente em mais de 110 países. É de lá que vem o "Padrão Suíço" da Ristrettobr: não é slogan, é o rigor com que fui formado.
Liderar 110 pessoas ensina o que planilha não ensina
Entre 2020 e 2023 fui supervisor e depois coordenador de operações regionais. No pico, mais de 110 colaboradores espalhados por vários estados, operações portuárias e monitoramento de estoques de clientes.
Foi aí que aprendi a lição mais cara da minha carreira: processo bom que a equipe não entende é processo morto.
Eu já cheguei a desenhar fluxos impecáveis que simplesmente não pegaram. Não porque estivessem errados, mas porque foram escritos da minha cadeira, não da cadeira de quem executa. Padronizar sem engessar é um equilíbrio difícil, e eu errei o suficiente para saber onde está o ponto.
Também foi nesse período que virei ponto focal de contratos e assumi o cuidado direto com clientes. Descobri que a maior parte das crises não nasce de falha técnica — nasce de falta de comunicação. O cliente aceita o problema. O que ele não aceita é descobrir o problema sozinho.
Do outro lado da mesa
Desde 2023 atuo em desenvolvimento de negócios, na ponta comercial. É a peça que faltava, e talvez a mais importante para quem me contrata hoje.
Porque existe um tipo de consultor que entende de processo e não entende de venda. Ele entrega um sistema de gestão elegante que sufoca a operação comercial. E existe o oposto: quem vende bem e deixa a operação desmoronar atrás.
Passei tempo suficiente nos dois lados para saber que eles não são inimigos — são o mesmo negócio olhado de ângulos diferentes.
Por que a Ristrettobr existe
Ao longo desses anos, atendendo operações de grandes indústrias, percebi uma coisa que me incomodou: as empresas médias não têm acesso a esse nível de método.
Uma multinacional tem estrutura de qualidade, auditoria interna, indicadores, governança. Uma empresa de 30, 60, 200 pessoas tem o dono resolvendo tudo — e uma sensação constante de que algo está escapando, sem conseguir apontar o quê.
Não é falta de competência. É falta de sistema.
A Ristrettobr nasceu para levar esse padrão a empresas que não têm um departamento de qualidade, mas precisam do resultado que um departamento de qualidade entrega. É por isso que atendo poucos clientes por vez — quem contrata fala comigo, não com um time júnior.
O que isso significa na prática para você
Se você chegou até aqui, provavelmente está avaliando se faz sentido conversar. Então sejamos objetivos sobre o que essa trajetória te dá:
- Diagnóstico que enxerga a operação real, não a que está no organograma — porque passei nove anos na ponta.
- Método auditável, com evidência e indicador, não opinião — formação de auditor em três normas ISO.
- Processos que a equipe adota, porque já liderei mais de 110 pessoas e sei o custo de um processo que ninguém segue.
- Visão de operação e de receita ao mesmo tempo — organizar a casa sem travar o crescimento.
E uma coisa que não está no currículo: eu digo quando o problema não é o que você acha que é. Consultor que só concorda com o cliente é caro e inútil.
Vamos conversar sobre o seu negócio?
Se algo aqui fez sentido para o momento da sua empresa, me chama. A primeira conversa é justamente para entender se eu sou a pessoa certa para o seu desafio — e eu digo se não for.
Agendar uma conversaOu, se preferir começar por um retrato da sua gestão antes de falar comigo, o Diagnóstico de Maturidade leva menos de três minutos e o resultado sai na hora.